Por Manuela Paula Marques
A liderança tradicional morreu definitivamente.
Num mundo em constante mutação, quem quer liderar precisa de adaptar-se com propósito, coerência e audácia.
Durante décadas, o conceito VUCA — Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo — ajudou líderes e organizações a navegar a instabilidade. Ele ensinou-nos a resistir, a antecipar riscos e a gerir incertezas.
Mais recentemente, no contexto pós-pandemia, Jamais Cascio introduziu BANI — Brittle (Frágil), Anxious (Ansioso), Nonlinear (Não linear) e Incomprehensible (Incompreensível) — para explicar um mundo em que estruturas aparentemente sólidas podem colapsar, a ansiedade cresce, relações de causa e efeito não seguem lógica direta, e situações complexas escapam à nossa compreensão. BANI alertou líderes para a fragilidade do presente, exigindo cuidado, atenção e resiliência.
Mas hoje, esses modelos já não chegam. Vivemos numa realidade mais rápida, líquida e imprevisível do que qualquer teoria anterior.
Entrámos no mundo FLUX — Fast, Liquid, Uncharted, Experimental. Um mundo em que a velocidade é a regra, a fluidez é obrigatória, e a experimentação é o único caminho para resultados reais.
O líder em FLUX não procura certezas, cria oportunidades. Ele:
 - trabalha com estruturas adaptáveis;
 - transforma o erro em aprendizagem estratégica;
 - decide com agilidade sem perder profundidade;
 - mantém o propósito como bússola, mesmo em águas desconhecidas.
O desafio não é controlar o futuro. É fluir com ele, antecipando oportunidades enquanto outros ainda resistem à mudança.
Num mundo que se move em ritmo acelerado, quem se mexe primeiro, lidera. Quem se mantém parado, fica para trás. FLUX não é apenas um conceito: é a mentalidade obrigatória para líderes que querem vencer na nova era.